
O jornalista é um sujeito que, diante da realidade, de um fato, da notícia, a transforma num texto. Ele leva até o seu leitor acontecimentos distintos, aproximando a informação a um determinado público. E, através dessa informação, buscando o máximo de exatidão nos fatos, o jornalista “puxa prosa” com o seu leitor, no seu estilo peculiar. Cada um tem o seu jeito próprio de “falar”, escrever, para quem tem o hábito de ler.
Para que um texto, um artigo seja bem lido, o jornalista precisa estar ciente do seu público. Conhecê-lo é fundamental para ambos na arte de se comunicar. E, a primeira pergunta reflexiva que passa pela cabeça de quem escreve deve ser essa: para quem escrevo? Mas isto ainda não é tudo, o jornalista, preocupado com o seu leitor deve definir a sua mensagem, para saber melhor o que dizer a seu público. E para isto, selecionar as informações passa a ser uma constância na vida do profissional da comunicação – como toda informação vem de uma escolha ele precisa escolher bem para informar ainda melhor. Portando, colocar o que é essencial na frente, nas primeiras linhas, logo de cara, facilita a comunicação entre a notícia e seu interessado. Ganha-se tempo e ganha o leitor que satisfeito pode, pelo acesso fácil, interessante e relevante da leitura, dessecar o texto até a última linha.
Longos textos, frases intermináveis, vocabulário difícil, só distancia o leitor. É preciso ser sucinto, claro e harmonioso nas frases e nas idéias. Oferecer ao público muito mais que uma leitura jornalística, mas uma ‘conversa informal’, mesmo que o assunto seja complicado, específico. O desafio é de transformar a informação numa conversa ‘descontraída’ e compreensível para quem lê.
Costuma-se dizer no jargão da profissão que o jornalista (o repórter) é o “olho” e o “ouvido” do seu leitor, do seu público. Pois é ele que(m) vai atrás da notícia, do acontecimento. Ele não deve “criar” o fato, mas transportá-lo simplesmente para o papel com exatidão e criatividade.
A informação deve ser exata, já o comentário é livre. Mas antes é necessário saber enxergar e escutar como se fosse um de seus leitores, para poder escrever corretamente numa linguagem clara, concisa e agradável. Ver e escutar para o leitor é poder escrever de maneira que a matéria seja compreendida pelo seu público. A credibilidade de um artigo vai da confiança que o leitor deposita no seu autor. A aproximação existe pelo fato de ambos estarem falando a mesma linguagem. O que o jornalista vê e escuta vai de encontro com aquilo que o seu leitor não viu, nem ouviu, mas através da leitura do artigo pôde compreender e se informar.
Assim, editar um jornal, ou escrever um simples texto jornalístico é levar ao público o que ocorre no mundo, de modo a ser entendido pelo seu leitor.
O jornalista cumpre o seu papel quando publica “uma conversa por escrito, simples e atual, entre um veículo de comunicação e seus leitores”.
Fora isto, é como se estivesse ‘falando’ sozinho.
Antonio Trotta – Jornalista, escritor e poeta
@atrottamg














De fato, a informação jornalística deve ser transmitida de forma clara, compreensiva e objetiva. O vocabulário simples, sem termos complicados facilita o entendimento dos relatos sobre o assunto.
Verdade. Deveria ser assim. Informações claras e verdadeiras.
Que “conversa” boa! Como professor, vou manter esta reflexão em minha mesa de trabalho. Neste texto, me vi como um jornalista do conhecimento humano. Cada aula, um artigo, e se não for bem “escrito”, acabo falando sozinho.
Grato. A comunicação é importante dos dois lados. É isso aí. Com a sua capacidade e dedicação tudo se realiza com excelência.
Esplêndida crônica, como sempre!
Como jornalista cumpriu maravilhosamente o seu papel… E, como cronista nos encantou novamente!!!
Parabéns!
Valeu. Suas palavras me emocionam, pois faço da vida uma arte e da arte, a minha vida, seja pessoal ou profissional. Gratidão!
Comunicação envolvente. Essa é a premissa que me envolveu aqui até a última linha, e entendi que é a mesma a que você se refere! Gostar de Ler não significa que queremos ler tudo… Realmente tem que ter conexão… E é exatamente o que você faz com quem lê seus artigos, poesias até as reticências. Sua narrativa prende, a gente quer ficar e quer mais. E ficamos esperando a próxima com expectativa. Isso vai além do jornalismo, e estende para toda comunicação, não é mesmo?
Gratidão Vitalícia por sua entrega sempre contagiante, agradável e de excelência!
Grato. Sim queremos uma outra comunicação, justa, Clara e objetiva. Valorizar o belo, o bom, o feito, as conquistas é os avanços como prioridade. Gratidão.
Belíssima escrita. Seu texto foi muito esclarecedor de maneira que qualquer pessoa consiga compreender o que você tentou passar através do texto.
É um prazer ler o que me envia.
Me apaixonando novamente pela escrita. Obrigada por me transportar novamente de volta ao que gosto de fazer.
Parabéns meu amigo.
Bom que gostou. Melhor que voltou a escrever. A Terapia da Escrita é cura, é libertação. Aproveite e escreva muito sobre o que quiser, o que vier a mente.
Importante reflexão. Atualmente muitos jornalistas se distanciaram do fato! A ” verdade” passa a ser a opinião sobre o fato! Parte da distopia em que vivemos…Obrigada pela crônica!
Sim. Primeiro a verdade. A opinião fica a opinião pública decidir. Grato.
Parabéns pelo texto.Comunicacao é tudo,mas de forma verdadeira,clara e objetiva.Continue com seus textos maravilhosos
Grato. Sim comunicar e ser comunicado. Trocar informações verdadeiras.
Seu texto, maravilhoso, nos mostra que uma boa notícia valoriza a ética, a precisão e a responsabilidade do jornalismo, destacando a delicada fronteira entre informar com criatividade e jamais ultrapassar o limite da invenção. Parabéns por mais um trabalho topado
Grato. Sim, sempre no limite, mas com coerência e precisão nas informações.
Em um mundo onde as pessoas criam um caos da desinformação, que aprisiona a mente , o papel do bom jornalismo é a informação clara , que liberta e cria um mundo mais reflexisivo! Parabéns pela matéria! Adorei o tema!
Verdade. Informação com clareza e objetividade. Buscar a verdade como fonte. Gratidão.
Ah…como é empolgante, e IMPORTANTE a informação de um jornalista…Tive jornal e a responsabilidade de ESCREVER a realidade seja sobre qualquer fato é realmente muito sério. Há de se ouvir os 2 lados do fato, não devemos descrever apenas uma visão, pois toda história tem no minimo 2 lados, caso contrário estarei sendo parcial. Infelizmente poucos são os IMPARCIAIS, deixando seu leitor DESINFORMADO. Muito bom este seu texto, e gosto muito de matérias que fazem o leitor pensar, dar sua opinião, desenvolvendo uma discussão ( debate) entre AMIGOS, assim podemos abrir a mente com outras opiniões, as vezes melhores que a nossa!!!
Bom quando a fonte é verdadeira, bom quando a informação é clara e objetiva. Não é fácil, mas necessário. Aqui é sempre um debate que todos opinam e aprendem ao mesmo tempo. Grato por participar.
Trotta, jornalismo sério, bem feito e divertido, esse é você. Muito bom!
Grato. A informação é sempre bem-vinda. Suas palavras sempre bem-lindas.
Achei muito interessante a forma como o texto resgata o jornalismo como troca, quase uma conversa entre quem escreve e quem lê. Em tempos de tanta pressa e excesso de opinião, lembrar da escuta, da intenção e da responsabilidade da palavra faz muita diferença. Uma reflexão necessária e muito bem colocada.
Essa é a função do bom jornalista. Poder “falar” com o seu leitor. Prática e cuidados humanos.