
Há uma diferença sutil e ao mesmo tempo profunda entre tomar banho e se lavar.
Se lavar é gesto automático. É a água que corre apressada, levando embora o suor, as impurezas, o que é visível. É necessário, funcional, quase mecânico. Cumpre seu papel na higiene, preserva o corpo, mantém o equilíbrio básico da saúde. Mas termina ali, na superfície.
O banho, por outro lado, é um encontro.

Quando se transforma em presença, ele deixa de ser rotina e passa a ser ritual. A água não apenas toca ela envolve. Escorre pela pele como mãos invisíveis, despertando regiões adormecidas, convidando o corpo a se perceber novamente. A temperatura, o som, o ritmo… tudo pode ser conduzido como uma forma de massagem sutil, contínua, quase meditativa.
Nesse estado, o banho vira pausa. Respiração mais lenta. Atenção voltada para dentro. Feche seus olhos , cada gesto ao deslizar do sabonete, o cair da água nos ombros, o calor que relaxa se transforma em linguagem corporal. É o corpo conversando consigo mesmo.
E, pouco a pouco, o que era externo se torna interno.
Porque a água, quando vivida com consciência, não apenas limpa: ela reorganiza.
Ela dissolve tensões, acalma pensamentos, abre espaço para o sentir. Pode ser um portal silencioso de autoconhecimento um momento íntimo onde o corpo deixa de ser apenas instrumento e volta a ser morada.
Tomar banho assim é retornar para si.
Não por necessidade, mas por escolha. Não por obrigação, mas por presença. É transformar o simples em profundo, o cotidiano em sagrado e permitir que, gota a gota, algo dentro também se lave… e se renove.
Torne-se íntimo de você mesmo.
Comente quais banhos e formas sutis desse encontro com você mesmo.
Sugira , faça relatos… você estará colaborando com exemplos ao alívio de muitas pessoas .
JAYME SIQUEIRA – MASSAGISTA – TERAPEUTA – NATUROPATA
Atuando ha 30 anos.
Prof. Palestrante
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@jaymesiqueira_terapeuta











