
Toda vez que vou escrever sobre a paz, me dá um branco. Fico em silêncio, tentando compreendê-la, entendê-la e a percebo melhor na sua ausência. Quando precisamos dela, ou nos sentimos ameaçados em perdê-la, é que nos damos conta de sua importância. A paz é parecida com o ar que respiramos. Que não nos falte oxigênio e que a inquietude seja passageira, pois, do contrário, é sofrimento na certa. Basta começar a faltar que logo tratamos de encontrar soluções e partimos a agir em busca da ordem e do ar para os pulmões. Haja fôlego para tanto!
Ninguém consegue ficar sem respirar por muito tempo, nem sem paz. É horrível ficar na insegurança, perder a tranqüilidade e ter que viver suspeitando e amedrontado com tudo e com todos. É preciso vencer essa guerra velada. Que as pessoas possam ganhar as ruas e a tranqüilidade da vida, o sossego das noites e a segurança no lar. Que a vida viva por muitos anos, em conformidade e harmonia.
Em tempos bicudos como os nossos temos que harmonizar os nossos atos individuais, pensamentos, palavras e atitudes coletivas. Sim, é preciso conquistar a tranqüilidade, a segurança e a cidadania. Que essa conquista comece no quintal de casa e se estenda até as ruas da cidade.
Há várias maneiras para viver em paz e estar em paz. Uma delas é o direito de manifestar-se publicamente. E são nas atitudes de muitos cidadãos e cidadãs que encontramos motivos para aplaudir e participar de uma passeata pela paz.
Que também venham as crianças, os adultos e os idosos. Que as entidades e as associações se encontrem nesse ato pacífico e que as autoridades e os policiais caminhem juntos à população na busca de soluções. Que os participantes tragam a família e os amigos. Que o comércio se apresente, bem como as empresas, as indústrias, as repartições públicas e a informalidade. Que cada um de nós, sem exceção, sustente a bandeira da paz.
A passeata é um sinal claro da necessidade e da vontade de mudanças: não queremos guerra, queremos paz. Não queremos violência, almejamos paz. Não queremos morte, queremos o direito de viver e morrer em paz.
Quero estar presente e vestido de branco na passeata, manifestando a minha indignação contra a violência e, entre tantos outros cidadãos e cidadãs, buscar o ar que nos permite viver e respirar a paz que queremos (re)conquistar.
Antonio Trotta – Jornalista, escritor e poeta
@atrottamg















Só teremos paz no Brasil a hora em que conseguirmos nos livrar deste câncer social que se instalou no País com a extrema direita depois da ascensão do bolsonarismo. Enquanto isto não acontecer, viveremos a sob a tensão das mentiras, da corrupção desenfreada, da exploração da ignorância das pessoas com menor discernimento e do extremismo religioso. É uma situação complexa que exigiria uma grande reengenharia social.
Não podemos esquecer de Donald Trump e Benjamin Netanyahu.
Câncer da humanidade.
A paz não se impõe; ela nasce do respeito.
Muito bom. Verdade verdadeira. Respeito é um dos princípios da paz. Gratidão.
Que lindo! Sua narrativa é uma vibração elevada de paz. Que essa intenção soberana possa alcançar toda atmosfera terráquea e converger toda humanidade para o centro da paz! Que os muros dos nossos quintais sejam removidos para que a paz trafegue livre. O mundo quer paz, e mesmo que a busquemos no céu levantado o olhar ela não cai do céu. Ela é uma gestação e precisa nascer. O coração é o ventre materno da paz… E vamos nessa vibração de paz para que todos corações estéreis possam descobrir o quão maravilhoso é gestar a PAZ! Gratidão Vitalícia, amigo Trotta, por tal substancial abordagem!
Gratidão e paz! Sim, a paz nasce no coração e se faz nas ações.
Qdo temos a Plenitude do Espírito Santo de Deus sobre nós, não nos falta paz…
E, qdo todo ser humano tomar consciência disso, o mundo terá e, alcançará a paz tão almejada!!!
Lindo texto, como sempre…
Paz de cima e de dentro. Paz em todas as esferas. Viver em paz e da paz.
PaZ e bem a todos os que tem o privilégio de ler esta crônica
Grato. E que se multiplique para todos os homens e todas as mulheres de boa vontade.
E bíblia na mão, versículos decorados, sendo gritados com dedo em riste, não contribui para a paz. Obrigada pela tua sensível crônica!
Só há paz quando o ódio termina. A verdadeira paz se pratica.
Quando todos vibrarem com a paz,aí sim teremos a tão desejada paz.
“A paz está dentro de cada um de nós.”
Sim. Essa é a verdadeira paz. Nasce de dentro para fora.
Que lindo texto!
Paz de Cristo para o mundo todo, em especial para nosso querido país.
Todo tipo de paz é bem-vinda. A paz inquieta nos move para a verdade.
Quando todos vibrarem no amor, aí sim teremos a verdadeira PAZ!
Sim. O amor é parceiro da paz. Juntos são capazes de tanto.
Paz,uma palavra muitas vezes dita e não vivida no dia a dia.paz é respeito,é amor a tudo e a todos,é viver intensamente cada dia,cada momento,agradecendo por estar vivo,saudável,pleno…
Paz é estar em Deus e com Ele a todo tempo,o tempo todo.é ser grato por estar vivo,cumprindo a tarefa que nós cabe,com consciência e confiança em algo melhor e maior,que existe em cada um.
Despertamos essa PAZ EM NÓS.
Paz é a certeza por dentro.
A verdadeira PAZ é um estado de harmonia, equilíbrio emocional, calma, clareza mental, serenidade, tranquilidade interior mesmo quando o MUNDO ao redor está caótico, em conflitos e tensões.
Sim. Para se querer a paz tem que vivê-la.
“Paz não é apenas a ausência de guerras, é também garantir que todas as pessoas tenham moradia digna, alimentos, roupas, educação de qualidade, acesso à cultura e lazer, assistência à saúde, amor, solidariedade e compreensão. Paz é cuidar do ambiente, garantir a qualidade da água, o saneamento básico, a despoluição do ar, o bom aproveitamento da terra. Paz é buscar serenidade dentro da gente para viver com alegria.” — Parágrafo do artigo do Acadêmico Isaac Roitman, professor emérito da UnB, pesquisador emérito do CNPq e membro do Movimento 2022-2030 O Brasil e o mundo que queremos, publicado no Correio Braziliense em 18.03.2023.
A paz e a liberdade são, no meu entender, os nossos maiores tesouros depois da saude. Um está dentro do outro: sem liberdade, não há paz.