invista em araxa – prefeitura
  • Curiosidades
  • Espaço Cultural
  • Espaço cidadão
  • Esportes
  • Lazer e entretenimento
  • Turismo
  • Responsabilidade Social
15 de julho de 2026
Jornal Exempplar
invista em araxa – prefeitura
  • Início
  • Nossa história
  • Colunas
    • Acolhimento por Tanya Mader
    • Agro Negócios
    • Aqui, ali e em qualquer lugar
    • ARA SÔ
    • Câmaras Municipais
    • Comentários sem Fronteiras
    • Conselheiro Musical
    • Crianças Hiper Ativas
    • Dicas de Gastronomia
    • Eduardo Montandon 70 anos de histórias
    • Educação
    • Empreendedorismo
    • Espaço da Poesia
    • Lazer e entretenimento
    • Meu amigo SOGNIMOD
    • Meus livros
    • Gente Exempplar
    • O fato e a foto – Saudades que o tempo guardou
    • Opinião
    • Prefeituras
    • Registros sociais
    • Sindijori
    • Vida Viajante
    • XEQUE – MATE por Adriano Pena
  • FLASH GUIA
  • Edições Impressas
  • Vídeo
  • Fale conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Nossa história
  • Colunas
    • Acolhimento por Tanya Mader
    • Agro Negócios
    • Aqui, ali e em qualquer lugar
    • ARA SÔ
    • Câmaras Municipais
    • Comentários sem Fronteiras
    • Conselheiro Musical
    • Crianças Hiper Ativas
    • Dicas de Gastronomia
    • Eduardo Montandon 70 anos de histórias
    • Educação
    • Empreendedorismo
    • Espaço da Poesia
    • Lazer e entretenimento
    • Meu amigo SOGNIMOD
    • Meus livros
    • Gente Exempplar
    • O fato e a foto – Saudades que o tempo guardou
    • Opinião
    • Prefeituras
    • Registros sociais
    • Sindijori
    • Vida Viajante
    • XEQUE – MATE por Adriano Pena
  • FLASH GUIA
  • Edições Impressas
  • Vídeo
  • Fale conosco
Sem resultados
Ver todos os resultados
Jornal Exempplar
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Destaques

UM DIA DE PRAIA

DE MARIA ÉLIDA MACHADO

Domingos Antunes Guimarães por Domingos Antunes Guimarães
11 de junho de 2026
em Destaques, Vida Viajante
21
UM DIA DE PRAIA

Ir a praia para quem, como eu, nasceu e se criou em regiões frias, é um programa de verão, um programa de férias: poucos dias de sol rachando, idas e vindas à beira mar, carregando carrinhos cheios de tralhas. Um banho de sol, um jogo de frescobol ou futebol, uma cerveja gelada, um mergulho de vez em quando e a volta para casa, onde haverá um churrasco e mais cerveja. Após, todo mundo vai dormir até à tardinha, aliás, menos os escalados para lavar a louça e quem fica com as crianças. Estes são seres que têm relógio biológico tão rigoroso que nem o cansaço do mar desregula. Não querem dormir a tarde inteira como os adultos na praia do verão, de barriga cheia. Ir à praia para quem vive no calor, à beira mar, ocorre em outro contexto. Tudo nessa vida depende do contexto. Estamos morando em um desses lugares, cidade de praia, linda, o mar está aqui pertinho, consigo vê-lo, posso sentir a rotina dessa parte da cidade, que vive como eu, neste momento, próxima do mar. Ir à praia neste lugar pode ser um passeio diário, tomar sol, caminhar, jogar futevôlei, aliás, não se vê futebol aqui na “minha praia”, só futevôlei, vôlei de praia, beach tênis e sei lá quais esportes mais modernos. Há uma multidão que trabalha na praia, aluga cadeiras e barracas, serve bebidas e petiscos. Estes estão nos quiosques fixos, afora estes, há os vendedores que passam oferecendo queijo, sanduiche natural, mate. Este cenário divertido e caótico se monta e desmonta todos os dias, o ano todo. Eu estou aqui sentada sobre a minha canga, lendo, escrevendo, observando. Adoro observar o movimento, gosto de perceber a vida que acontece sob os guarda-sóis ao meu redor. Aqui é diferente da praia da minha juventude, aquela praia das férias ou dos finais de semana. Não tenho memórias da beira mar na infância, pois conheci o mar aos 16 anos, levada por meu primeiro namorado.

Perto de mim há gente de todo tipo. Logo ao lado vejo um casal, ambos bonitos, corpos malhados, ele negro, ela de ascendência oriental. Estão namorando, abraços, beijos e mãos escorregando nos seus corpos, fingindo que estão se passando protetor solar, mas creio que este é um disfarce para a troca de afagos. Noto que as mãos param, de vez em quando, em lugares estratégicos. Talvez coxas, entre coxas e a região abaixo do umbigo sejam mais sensíveis ao sol, é preciso mais protetor solar por ali. Me distraio com o vendedor de milho verde que passa com seu carrinho, me jogando areia. Adoro milho verde na praia, mas este que vejo não tem a menor graça, perdeu o gosto: milho verde no potinho, debulhado! Não me apetece. Se o comprar, vou sentir falta da água salgada escorrendo na minha boca, da manteiga pingando nas pernas e das fibras da palha do milho enchendo os espaços entre os meus dentes. Milho verde no potinho é só o grão, perde o encanto, perde o contexto. Afinal, tudo nessa vida é contexto. Ao meu lado há uma família, pai, mãe, duas crianças e um cachorro. O pai brinca com as crianças e o cachorro, que é muito esperto, não cansa de buscar a bolinha lá longe, mar adentro, e as crianças não cansam de jogá-la, cada vez mais longe. Fico pensando no que trabalhariam o pai e a mãe, que lhes possibilita estarem na praia numa terça pela manhã com as crianças. É período letivo, os pequenos devem ir para a escola à tarde, fico preocupada, já é meio-dia, vão se atrasar essas crianças. Penso que os pais devem ser trabalhadores hospitalares ou policiais, atendentes em hotéis ou restaurantes, algum emprego por escala. Talvez há muito tempo não tenham conseguido vir à praia com as crianças, talvez hoje tenha ocorrido uma agradável coincidência, ambos devem estar de folga, o que é uma situação muito distante da maioria dos trabalhadores, então hoje até vale as crianças faltarem a aula. E o vendedor de milho voltou tentando me convencer a consumir seu milho sem graça no potinho, seu milho sem contexto. O casal ao lado saiu correndo para um mergulho, talvez o protetor solar tão massageado tenha esquentado demais seus corpos, o que o mar gelado vai resolver.

Próximo post
FRIO, A ESTAÇÃO DA ELEGÂNCIA

FRIO, A ESTAÇÃO DA ELEGÂNCIA

Comentados 21

  1. ADELI SELL disse:
    1 mês atrás

    Como sempre, belas crônicas. Esperando enfeixá-las num novo livro
    Adeli

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Obaaa. Vambora!

      Reply
      • SILVIA BEATRIZ COSTA CZERMAINSKI disse:
        1 mês atrás

        De novo belo texto: a história do milho foi uma observação perfeita… Sobre as criancas, talvez pais superando as ausências pelo menos por um dia… Já o casal, vai ter que ir pra outro lugar… Elida com mais fãs, a cada crônica, só pode!

        Reply
        • Maria Élida Machado disse:
          1 mês atrás

          Obrigada pelo comentário e por estar aqui conosco no Exempplar!

          Reply
  2. Marcello Mascarenhas disse:
    1 mês atrás

    Tudo na vida ganha significado pelo contexto em que é vivido; sem ele, até as experiências mais simples perdem parte de sua essência.

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Tudo na vida é contexto! Até o milho da praia tem seu contexto…kkk
      Que bom te ter pertinho aqui no Exempplar, Marcelo!

      Reply
  3. Neia Romao disse:
    1 mês atrás

    É um privilégio estar pertinho e dentro do mar. Como mineira do Sul de Minas fico ansiosa pra curtir o mar em uma próxima viagem. A imensidão azul…

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Quem mora longe sente saudades da praia. Quem mora perto, naturaliza…

      Reply
  4. Antonio Trotta disse:
    1 mês atrás

    Pois é. Vc escrevendo sobre praia e calor e eu escrevendo e vivendo aqui o frio, a baixa temperatura onde atualmente estou morando. Contrastes necessários e naturais. Curta sua praia e tudo o que ela oferece. Vou daqui curtindo e sentindo o meu friozinho, que chegou sem bater na porta.

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Maravilhoso nosso país que tem de tudo! Privilegiados são aqueles que podem buscar a melhor temperatura para seu conforto…

      Reply
  5. Miriam Buógo disse:
    1 mês atrás

    Belo texto. Tambem gosto de , quando estou na praia, alem de curtir a natureza e seus sons observar e imaginar sobre a vida das pessoas.
    Realmente milho debulhado não tem graça nenhuma kkk bjs amiga

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Esse milho sem contexto também nos identifica! Kkkk

      Reply
  6. GEORGIA AMALIA LOPES LIMA disse:
    1 mês atrás

    O texto tem o ritmo das ondas. Ele vai e volta entre os três núcleos (o casal, o milho, a família) com muita fluidez. O desfecho é perfeito: amarra a insistência do vendedor (o milho sem contexto) com a consequência natural do calor do casal, que precisa do “mar gelado” para resolver o que o protetor solar massageado provocou. É um final bem-humorado, leve e visual Adorei!

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Bgduuuuu…eu adorei seu atento comentário!

      Reply
  7. João Carlos Freitas Silva disse:
    1 mês atrás

    Que verdade essa tua afirmação. Tudo depende do contexto. O milho verde no potinho, em casa, longe da praia, até tem seu valor e sabor. Não praia, não tem sentido , comer o milho, sem o acompanhamento da espiga com sal e a palha.. Parabéns pela maneira hilária, simples, verdadeira e direta de descrever a praia como exemplo de que tudo depende do contexto.

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Obrigada..que bom que gostaste e que estás aqui conosco no Exempplar!

      Reply
  8. Lia Mara disse:
    1 mês atrás

    Tenho um amor antigo pelo mar. Quando estou na praia, gosto de ficar olhando o movimento, observando as pessoas e deixando os pensamentos irem longe. Seu texto me fez sentir um pouco disso tudo. Terminei a leitura com aquela sensação boa que só a praia consegue trazer: leveza, paz e liberdade. E, confesso, com uma enorme vontade de estar junto ao mar, ouvindo as ondas, sentindo a brisa e aproveitando aquele momento só para mim.

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      O mar nos chama para a contemplação…as vezes silêncio, as vezes o caos da areia…

      Reply
  9. GILBERTO JOAQUIM PAIXAO disse:
    1 mês atrás

    O mar é assustador e ao mesmo tempo tranquilizador, ter o privilégio de frequentar uma praia é bom demais, tem quem vei pegar um bronzeado, praticar esportes, que são inúmeros, tem pra todos os gostos, eu prefiro desfrutar do sol de um mergulho e descansar a sombra de um guarda sol, na companhia de minha linda mulher….

    Reply
    • Maria Élida Machado disse:
      1 mês atrás

      Cada um curte o mar do seu jeito…eu gosto de observar o movimento também…

      Reply
  10. Laura Lisboa de Magalhães Cantuária disse:
    1 mês atrás

    A descrição de um dia de praia literalmente. Concordo plenamente, um dia desses é cansativo, mas é feliz no contexto de quem ama praia. Eu vivi tanto na praia quando os filhos eram crianças que hoje, já não não sou fã. Uma vez ou outra, pouco tempo, só pra ver, ouvir e sentir seu cheiro, do mar.

    Reply

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Pesquisar

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Tendências
  • Comentados
  • Recentes
MEU VIZNHO

MEU VIZNHO

12 de julho de 2026
EM DEFESA DA VIDA, DA BIODIVERSIDADE E DOS INTERESSES COLETIVOS

EM DEFESA DA VIDA, DA BIODIVERSIDADE E DOS INTERESSES COLETIVOS

10 de julho de 2026
AO PÉ DA JABUTICABEIRA

AO PÉ DA JABUTICABEIRA

12 de julho de 2026
A VIDA PASSA PELA JANELA

A VIDA PASSA PELA JANELA

6 de julho de 2026
“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

14 de julho de 2026
Hapvida NotreDame Intermédica inaugura hospital em São José do Rio Preto

Hapvida NotreDame Intermédica inaugura hospital em São José do Rio Preto

18 de outubro de 2023
MEU VIZNHO

MEU VIZNHO

24
AO PÉ DA JABUTICABEIRA

AO PÉ DA JABUTICABEIRA

17
EM DEFESA DA VIDA, DA BIODIVERSIDADE E DOS INTERESSES COLETIVOS

EM DEFESA DA VIDA, DA BIODIVERSIDADE E DOS INTERESSES COLETIVOS

13
A VIDA PASSA PELA JANELA

A VIDA PASSA PELA JANELA

26
“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

4
EU QUASE AINDA NÃO CREIO

EU QUASE AINDA NÃO CREIO

21
“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

14 de julho de 2026
Julho Amarelo reforça alerta para diagnóstico precoce das hepatites virais

Julho Amarelo reforça alerta para diagnóstico precoce das hepatites virais

14 de julho de 2026
VAGAS SINE 08/07/26 – TOTAL DE VAGAS OFERTADAS = 1.000

VAGAS SINE 14/07/26 – TOTAL DE VAGAS OFERTADAS = 1.058

14 de julho de 2026
Hapvida amplia uso de energia renovável, avança em diversidade e consolida IA na assistência, mostra Relatório de Sustentabilidade

Hapvida amplia uso de energia renovável, avança em diversidade e consolida IA na assistência, mostra Relatório de Sustentabilidade

13 de julho de 2026
ENXADRISTAS DE ARAXÁ CONQUISTAM DESTAQUE EM TORNEIO NA UFU EM UBERLÂNDIA

ENXADRISTAS DE ARAXÁ CONQUISTAM DESTAQUE EM TORNEIO NA UFU EM UBERLÂNDIA

13 de julho de 2026

VAGAS SINE 13/07/26 – TOTAL DE VAGAS OFERTADAS = 1.022

13 de julho de 2026

Comentários

  • maria cristina mallet porto em “CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV
  • Adony Menezes em “CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV
  • Adony Menezes em AO PÉ DA JABUTICABEIRA
  • Amtonio Claret Maciel Dos Santos em “CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV
  • Ricardo Furlani em AO PÉ DA JABUTICABEIRA

Posts recentes

“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

“CHEIRINHO DE LITERATURA NA TERRA DO CAFÉ” É O TEMA DA 9ª FLIV

14 de julho de 2026
Julho Amarelo reforça alerta para diagnóstico precoce das hepatites virais

Julho Amarelo reforça alerta para diagnóstico precoce das hepatites virais

14 de julho de 2026
VAGAS SINE 08/07/26 – TOTAL DE VAGAS OFERTADAS = 1.000

VAGAS SINE 14/07/26 – TOTAL DE VAGAS OFERTADAS = 1.058

14 de julho de 2026
julho 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  
« jun    

Facebook

  • FLASH GUIA
  • Nossa história
  • Fale conosco

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Início
  • Nossa história
  • Colunas
    • Acolhimento por Tanya Mader
    • Agro Negócios
    • Aqui, ali e em qualquer lugar
    • ARA SÔ
    • Câmaras Municipais
    • Comentários sem Fronteiras
    • Conselheiro Musical
    • Crianças Hiper Ativas
    • Dicas de Gastronomia
    • Eduardo Montandon 70 anos de histórias
    • Educação
    • Empreendedorismo
    • Espaço da Poesia
    • Lazer e entretenimento
    • Meu amigo SOGNIMOD
    • Meus livros
    • Gente Exempplar
    • O fato e a foto – Saudades que o tempo guardou
    • Opinião
    • Prefeituras
    • Registros sociais
    • Sindijori
    • Vida Viajante
    • XEQUE – MATE por Adriano Pena
  • FLASH GUIA
  • Edições Impressas
  • Vídeo
  • Fale conosco