Não entendo de ufologia, mas sei que há um monte de gente que se interessa e conhece o assunto. Trata-se do estudo, da investigação sobre luzes, objetos vistos no céu, que não se identificam com coisas já conhecidas, os chamados OVNI, objetos voadores não identificados. Há denominação mais atualizada para isso, mas nesse momento pouco importam os novos termos. Quero destacar aqui o quanto o interesse por OVNI, ET, é percebido pelo Brasil afora. Eu e meu marido, morando sempre em lugares diferentes por esse brasilzão de meu deus, nos deparamos vez ou outra com chamadas turísticas cujo apelo é baseado na ufologia.
A primeira cidade que me vem à cabeça é Varginha, em Minas Gerais, famosa por ter sido visitada por Ets, que até foram capturados e estudados aqui no nosso planeta. Alguns moradores relatam que avistaram uma tal criatura extraterrestre, cujo retrato falado foi amplamente reproduzido. O fato ficou mundialmente conhecido que a administração local aproveitou para usar o acontecimento como atração turística da cidade. Uma escultura de nave espacial gigante faz parte do cartão postal do município. Por lá passamos, ouvimos as histórias, fotografamos muitos bonecos de ET espalhados pelas praças e seguimos adiante. Varginha não é muito receptiva para casinhas rodantes como a nossa, é cheia de sobe-desce, não achamos um lugar adequado para fixar morada, o que, talvez, não tenha sido problema para as naves espaciais que pousaram por lá.
No centro do país, em Alto Paraíso de Goiás, onde moramos por uns dias em uma área muito calma e arborizada, há todo tipo de experiências espirituais, sobrenaturais e ufológicas. Lá fizemos um passeio na madrugada, em certa montanha, acompanhados de um guia, para fazermos observação do céu. Naquele lugar, na Chapada dos Veadeiros, o céu é muito bonito. Até onde a vista alcança, só se vê céu e estrelas. Não há outras luzes naquele ponto: não há prédios, cidades próximas, aeroportos, nada que possa atrapalhar a observação das estrelas. Tivemos um amanhecer, no mínimo, diferente. Logo na chegada, fomos orientados a permanecer o tempo todo olhando para o céu, sem desviar nunca o olhar. Foi o que fizemos. Lá pelas tantas, começamos a observar objetos brilhantes, redondos perfeitos, que não se confundiam com os demais elementos no céu. Meu marido foi o primeiro que percebeu o fenômeno e chamou a atenção dos guias. Eles nos mostraram as estrelas, satélites e outros objetos que não lembro mais os nomes. No céu, bem acima de nós, avistamos os tais elementos estranhos que tinham luz forte e faziam movimentos rápidos, em reta, para cima e para baixo, desapareciam por instantes e reapareciam em outro lugar. E nós continuávamos com o olhar fixo no céu. Aliás, esse é um exercício interessante, crianças adoram fazê-lo: deitar-se no chão e ficar olhando para o céu estrelado, tentando identificar semelhanças e diferenças entre os elementos que veem. Fizemos isso por horas naquela madrugada. Saímos de lá com a certeza de termos avistado OVNIs e não fomos os únicos. Não há naquela cidade quem não tenha tido uma experiência igual. Há referências a ETs por toda parte. É possível encontrar pessoas que afirmam terem tido contato com extraterrestres, o que, para mim, são sempre conversas interessantes.
No sul de Minas Gerais, em São Tomé das Letras, a cultura local também contempla histórias de OVNIs e Ets. Dizem por lá que o fenômeno tem a ver com a altitude e com a concentração de quartzo no solo. Em Sarandi, no Rio Grande do Sul, conhecemos o neto de um morador de lá, que, segundo consta, foi abduzido por uma nave espacial, ficando por dias no Planeta Acart. Vale a pena ler o livro que o abduzido escreveu, em 1958, detalhando a tecnologia que viu no tal planeta, sendo que se tratava de um agricultor semianalfabeto.
Aqui ou ali, sem mais nem menos nos deparamos com histórias de ETs e naves. Por enquanto eu fico com as histórias, acho que contato e abdução eu passo.












