Curitiba, 16 de junho de 2026 – A picada de formiga em crianças é comum, especialmente durante brincadeiras em jardins, parques e áreas externas. Embora, na maioria das vezes, provoque apenas desconforto local, algumas crianças podem apresentar reações inflamatórias mais intensas ou até quadros alérgicos que exigem atendimento médico imediato. Por isso, o Hospital Pequeno Príncipe, que é o maior e mais completo hospital pediátrico do país, destaca como identificar as picadas e o que fazer em caso de acidentes.
De acordo com a dermatologista pediátrica Flavia Prevedello, do Pequeno Príncipe, as crianças podem desenvolver um processo inflamatório mais acentuado após a picada, com vermelhidão e inchaço no local afetado. “Além disso, a coceira intensa pode levar a criança a arranhar a pele repetidamente, causando escoriações e aumentando o risco de infecções secundárias.”
Quais são as formigas mais perigosas do Brasil?
Segundo o Instituto Butantan, há mais de 13 mil espécies de formigas catalogadas no mundo, sendo que duas mil delas são nativas do Brasil. As mais perigosas são aquelas que possuem ferrão e injetam veneno, causando dor intensa e, em alguns casos, reações alérgicas graves.
A formiga-bala (Paraponera clavata) é considerada a formiga com a picada mais dolorosa do mundo. Classificada como nível 4+ na Escala de Dor de Schmidt, sua ferroada injeta a neurotoxina poneratoxina, que provoca dor intensa e inchaço. Em casos mais críticos, também pode causar aumento da frequência cardíaca e reações sistêmicas.
Já a formiga lava-pés (Solenopsis spp.) representa maior risco para a população por ser frequentemente encontrada em áreas urbanas e rurais. Ela é extremamente agressiva. Sua picada causa sensação de queimadura, vermelhidão e inchaço. Em pessoas alérgicas, o veneno pode desencadear reações graves, incluindo choque anafilático.
Como identificar picada de formiga em crianças?
Os sinais e sintomas costumam aparecer poucos minutos após a picada e variam conforme a espécie da formiga e a sensibilidade da criança, mas geralmente ocorre:
vermelhidão;
coceira;
dor;
inchaço;
bolhas.
Entretanto, algumas crianças podem apresentar reações alérgicas intensas, com inchaço generalizado, dificuldade para respirar, queda de pressão e choque anafilático em casos extremos.
O que fazer em caso de picada de formiga em crianças?
Ao perceber-se uma picada de formiga em crianças, a dermatologista orienta algumas ações:
lave o local com água e sabão;
coloque uma compressa fria sobre o local para aliviar a dor;
evite coçar para não infectar;
nunca tente apertar ou sugar o local;
em caso de reação alérgica intensa, procure atendimento médico imediatamente.
Como prevenir os acidentes?
A prevenção envolve alguns cuidados simples:
oriente que a criança não mexa com formigas;
evitar que a criança ande descalça em locais com formigueiros;
mantenha alimentos armazenados corretamente dentro de casa;
controle frestas, buracos e focos de infestação no ambiente doméstico.
Com essas medidas, é possível reduzir significativamente o risco de acidentes e garantir mais segurança para as crianças.
Sobre o Pequeno Príncipe
Com sede em Curitiba (PR), o Hospital Pequeno Príncipe é o maior e mais completo hospital pediátrico do Brasil. Há mais de cem anos, a instituição filantrópica e sem fins lucrativos oferece assistência hospitalar humanizada e de alta qualidade a crianças e adolescentes de todo o país. Referência nacional em tratamentos de média e alta complexidade, realiza transplantes de rim, fígado, coração, ossos e medula óssea, além de atuar em 47 especialidades e áreas de assistência em pediatria, com equipes multiprofissionais.
Com 369 leitos, sendo 76 de UTI, o Hospital promove 76% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, realizou 258 mil atendimentos ambulatoriais, 20 mil procedimentos cirúrgicos e 308 transplantes. Reconhecido como hospital de ensino desde a década de 1970, já formou mais de dois mil especialistas em diferentes áreas da pediatria.
Junto com a Faculdades Pequeno Príncipe e com o Instituto de Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe, compõe o Complexo Pequeno Príncipe. Essa atuação em assistência, ensino e pesquisa — conforme o conceito Children’s Hospital, adotado por grandes centros pediátricos do mundo — tem transformado milhares de vidas anualmente, garantindo-lhe reconhecimento internacional.
No ano passado, o Pequeno Príncipe foi listado como um dos 70 melhores hospitais do mundo que atuam com pediatria (ou que atendem crianças) no ranking elaborado pela revista norte-americana Newsweek, o que o colocou, pelo quinto ano consecutivo, como o melhor hospital exclusivamente pediátrico da América Latina. Também em 2025, foi reconhecido como Hospital de Excelência pelo Ministério da Saúde por meio de certificação concedida a instituições que cumprem critérios técnicos rigorosos na assistência.
Desde 2019, o Pequeno Príncipe é participante do Pacto Global e contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa proposta pela Organização das Nações Unidas.
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