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Home Destaques

AVENTURA EM BUSCA DO CEMITÉRIO

POR MARIA ÉLIDA MACHADO

Domingos Antunes Guimarães por Domingos Antunes Guimarães
11 de agosto de 2025
em Destaques, Vida Viajante
39
AVENTURA EM BUSCA DO CEMITÉRIO

Não sou afeita a aventuras que me gerem algum risco ou apreensão. Sou extremamente corajosa para alguns desafios e absolutamente medrosa para outros. Acho que todo mundo é um pouco assim, acho que sou normal. Nunca gostei de esportes radicais, trilhas perigosas, alta velocidade, montanha russa e coisas do tipo. Andar de balão ou saltar de paraquedas, então, nem que me paguem! Tudo bem com quem gosta dessas aventuras, até assisto isso tudo por vídeo, mas é o máximo que me aproximo. Depois de velha, então, fiquei mais medrosa ainda! Dia desses passeando pela praia de Icaraizinho, no Ceará, me chamou atenção a história que lá havia um cemitério na areia da praia, que é roteiro turístico, faz parte das atrações dos passeios de bugue por lá. Eu e meu marido costumamos caminhar muito e decidimos enfrentar uma caminhada pela praia até o tal cemitério. Depois de andarmos uns seis quilômetros e nada do tal, decidimos voltar, meu quadril estava gritando, tínhamos sede, nossa água havia terminado lá atrás. Icaraizinho, esta linda praia cearense, fora da sua zona central, é uma imensidão de areia e mar, com algumas vilas de pescadores aqui e acolá. Voltando, pedimos carona num carro de boi que passava. Não conseguimos, os bichos já estavam exaustos, até o condutor já havia descido do veículo para diminuir o peso, os pobres animais estavam puxando uma carga de pedra areia afora. Claro que só após a negativa da carona é que nos demos conta da situação. Ao retornarmos ao ponto de apoio, nossa morada naquele período era o lindo jardim de uma pousada, o dono do local nos estimulou a ir de quadriciclo, segundo ele, o melhor meio de transporte naquela praia. E lá fomos nós de volta.
Eu me entusiasmei, me pareceu seguro um veículo de quatro rodas, bem estabilizado ao chão, com bancos confortáveis. No pátio mesmo fiz um “treinamento” dos principais comandos e vambora devagar, passeando. Enquanto estávamos na rua pavimentada tudo bem, os “arranca e para” foram suavizando à medida que eu me sentia confortável ao volante. Meu marido na carona. Na areia, a história mudou. Na parte fofa, o quadriciclo patinava e dançava como um carro na lama e na parte molhada, mais firme, era difícil controlar a velocidade, o que fazia meu marido praguejar, a cada metro, pela nossa decisão.
Enfim, aos solavancos, chegamos ao cemitério, um cenário curioso, mórbido e bonito ao mesmo tempo. Caminhamos entre os túmulos, fizemos oração por aquelas almas, sentamo-nos para descansar. Na volta o bichinho estava mais dominado, meu marido conduziu um pouco para aprender também. Afinal, um hábito rotineiro por lá, o uso de quadriciclos no dia a dia, para nós estava sendo a primeira vez e essa a gente nunca esquece. Foi uma aventura!
E o cemitério na areia da praia? Sobre este, queridos leitores, terão que esperar pelas próximas crônicas…

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Comentados 39

  1. GILBERTO JOAQUIM PAIXAO disse:
    10 meses atrás

    O cemitério é una atração imperdível, valeu a pena conhecer e esperar a próxima crônica.

    Responder
  2. José Claudio dos Santos Araujo disse:
    10 meses atrás

    Muita história para contar…Excelente!

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      E tem muita…sigamos juntos!

      Responder
  3. Margareth disse:
    10 meses atrás

    Ótima crônica! Fiquei esperando pelo que poderia ter no cemitério

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Aguarda a próxima! Kkk

      Responder
  4. Mayra disse:
    10 meses atrás

    ah não, não acredito q não foram até lá
    não domaram o quadriciclo?
    Fiquei só imaginando as cenas
    e com pena dos bois. Até a próxima.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Sigamos juntas até a próxima!

      Responder
  5. Teresinha Mainardi disse:
    10 meses atrás

    Parecem dois adolescentes se achando idosos com toda a energia e curiosidade para se aventurar até o cemitério da praia!
    Aguardando a próxima crônica …

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Aguarda…Obrigada!❤️

      Responder
  6. Maria Carolina disse:
    10 meses atrás

    Não consigo me imaginar nesta cena, que já tenho um cansaço. Lembro do dia em que me aventurei a andar de carrinho de golfe, pela Isla Mujeres, no México, com minha filha. Mais perrengue que curtição kkk.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Foi realmente uma aventura!

      Responder
  7. Paulo Ricardo Paes disse:
    10 meses atrás

    Bcana o relato! Verdadeira desventura…

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Isso! Kkkkk

      Responder
  8. Alexandre Gamba Menezes disse:
    10 meses atrás

    Bah esta história de cemitério na praia me lembra os cemitérios indigenas do litoral norte a beira das lagoas. É enriquecedor poder desbravar esses locais que guardam a cultura da população.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      É o melhor das viagens!

      Responder
  9. Cambeba disse:
    10 meses atrás

    Há sim local melhor para visitar.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Tem muitos mesmo!

      Responder
  10. Cristiane Jung disse:
    10 meses atrás

    Uma vida de aventuras e sobretudo, a possibilidade de conhecer muitos locais bacanas. Admiro vocês. Tudo de bom!!!

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Obrigada por estar conosco também aqui no Exempplar!

      Responder
  11. UALACE SALES DA ANUNCIACAO SANTOS disse:
    10 meses atrás

    Caramba, que história viu, nunca imaginaba que tinha um cemitério na praia
    Esses passeios pra lugares diferentes são muito bons

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      ” Não há o que não haja!” Assim falava meu pai ! Kkkk

      Responder
  12. Moacir Antonio Tenorio Fireman disse:
    10 meses atrás

    Inspiração para sairmos da zona de conforto e nos permitir vencer medos e tentarmos diferentes maneira de atingir um objetivo, não se esquecendo de se divertir sempre! Esperando agora falarem do cemitério!!!

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Pode esperar….na próxima crônica!
      Obrigada pelo comentário!

      Responder
  13. Lia Mara disse:
    10 meses atrás

    Alguns esportes radicais eu até encaro, mas caminhada me deixa mais tranquila. Cemitério fora da areia não me atrai… mas esse na areia da praia? Fui até pesquisar e vi que é bem à beira-mar mesmo! Curiosa fiquei!

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Viu só? Não inventei…desta vez! Kkkkkkk

      Responder
  14. Iaênes Ferreira de Amorim disse:
    10 meses atrás

    Como já disse um dia o poeta, “toda experiência vale a pena, quando a alma não é pequena!”

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Vale mesmo!

      Responder
  15. Marcelo André disse:
    10 meses atrás

    Bah, também gosto de assistir esportes radicais, mas não me chamem pra praticar

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Tamojunto! Kkkk

      Responder
  16. LIGIA ZAPPE disse:
    10 meses atrás

    Uma aventureira nata, fico imaginado a cena, já andei muito de quadriciclo é ótimo, fiz muita trilha em Itacaré, sensação de liberdade.
    Mas passeio em cemitério to fora. deixo para as Morgana Mortiça da vida. kkkkk. mas quero saber como foi. beijoooo

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Até a próxima semana então! Beijooooo

      Responder
  17. Laura Lisboa de Magalhães Cantuária disse:
    10 meses atrás

    Que relato maravilhoso Élida! Compartilho os sentimentos de medo e coragem, iguais aos seus.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Vambora parceira da estrada!

      Responder
  18. Maria Mercedes Bendati disse:
    10 meses atrás

    Aventura é aventura, né? Agora esperando pelo resto da história no cemitério!

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Na próxima semana!

      Responder
  19. Mário César Both disse:
    10 meses atrás

    Estes tropecinhos são o sal da viagem

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      E são muitos! Estamos salgados já….

      Responder
  20. Antonio Trotta disse:
    10 meses atrás

    Olá. Também não sou adepto as aventuras radicais. Sou tipo que gosta de prosa e uma caminhada tranquila. Agora, vsmos aguardar a crônica do cemitério. Excelente.

    Responder
    • MARIA ELIDA MACHADO disse:
      10 meses atrás

      Sigamos juntos!
      Obrigada pelo comentário!

      Responder

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