O número de diagnósticos de câncer em pessoas com menos de 50 anos tem aumentado nos últimos anos, segundo dados de registros de saúde de diversos países. A tendência contraria a percepção tradicional de que a doença atinge majoritariamente populações mais velhas e já começa a alterar a forma como médicos e sistemas de saúde encaram o rastreamento e a prevenção oncológica. Entre os tipos que mais apresentam crescimento nessa faixa etária estão o câncer colorretal e o câncer de mama, além de outros tumores que antes eram considerados menos frequentes em adultos jovens.
Para o médico oncologista da Unimed Araxá, Dr. Gabriel Simões, o fenômeno ainda não tem uma explicação única e definitiva, mas está associado a uma combinação de fatores contemporâneos. Segundo ele, hábitos de vida têm papel central nesse cenário. “Pesquisas apontam a associação entre obesidade, sedentarismo, alimentação rica em ultraprocessados e exposições ambientais como elementos importantes para explicar esse aumento”, afirma.
O especialista destaca ainda que a evolução dos métodos diagnósticos contribui para identificar a doença mais cedo, embora isso, por si só, não seja suficiente para justificar o crescimento dos casos. “A melhora no diagnóstico ajuda na detecção precoce, mas não explica totalmente a tendência observada em pessoas jovens”, ressalta.
Prevenção
Diante desse contexto, Gabriel Simões reforça a necessidade de ampliar políticas de prevenção e de promoção de hábitos saudáveis, além de estimular maior atenção aos sinais e sintomas mesmo em faixas etárias tradicionalmente consideradas de menor risco. “Esse cenário exige um olhar mais atento para pessoas jovens, porque o diagnóstico precoce continua sendo um dos principais fatores para aumentar as chances de sucesso no tratamento”, conclui o oncologista.

Daniel Nacati
Assessor de Comunicação / Unimed Araxá
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