Imagem gerada pela IA
O mundo acelerou com a chegada das redes sociais. A linguagem se tornou simplificada, reduzida a frases curtas.
A impaciência diante de textos longos nos fez ler apenas os títulos.
A pressa está em tudo — e, paradoxalmente, não nos leva a lugar algum.
Muitos se perderam em meio a esse ritmo frenético: quem sou? para onde vou? o que realmente quero?
Deixamos para trás a reflexão, a disposição de compreender, a vontade de colocar a mão na massa.
Tudo precisa estar pronto, imediato. Com isso, esquecemos o valor do processo: de aprender a chegar, de descobrir caminhos.
Hoje, o Waze nos guia. Mas se ele apagar, para onde iremos? Ficaremos à deriva?
Precisamos reaprender a fazer, para não nos tornarmos zumbis. Valorizar o tato, expressar sentimentos, rir de verdade.
As mudanças rápidas nos afastaram das amizades presenciais. Em troca, ganhamos milhões de “amigos” virtuais — sem toque, sem risadas, sem reflexão.
Os encontros foram deixados de lado, e junto deles, o prazer da convivência.
As conquistas se tornaram passageiras: duram segundos e logo se tornam obsoletas. Queremos sempre mais. Vem o cansaço, a frustração, a sensação de não realização.
Tornamo-nos solitários, apáticos.
As lembranças se fragmentam. As estruturas sociais se desgastam. As gerações mais velhas carregam consigo a memória do saber, que pouco é transmitida.
A inteligência artificial resolve tudo, entrega pronto. O saber se torna exato, mas o ato de aprender desaparece.
A padronização sufoca a criatividade individual.
A cada dia, a inteligência artificial se torna mais inteligente, substitui tarefas humanas.
O que sobra? Baixa autoestima e preguiça de pensar.
Estamos criando humanos obsoletos?














