
Aproxime-se devagar. Antes mesmo de tocar a água, você sente a brisa úmida no rosto, escuta o estrondo da queda e percebe a respiração ficando mais profunda. Em poucos minutos, o corpo parece desacelerar e a mente encontra uma inesperada sensação de leveza.
Existe uma explicação científica para parte dessa experiência.
Quando a água despenca e se rompe contra as pedras, suas gotas se fragmentam e produzem partículas eletricamente carregadas, conhecidas como íons negativos. Esse fenômeno foi estudado pelo físico Philipp Lenard e ficou conhecido como efeito Lenard.
Pesquisas investigam se a exposição a altas concentrações desses íons pode contribuir para o bem-estar e para a redução de sintomas depressivos. Entretanto, ainda não está comprovado que eles entrem diretamente na corrente sanguínea ou modifiquem a serotonina da mesma forma que um medicamento antidepressivo.
Talvez o bem-estar venha da união de muitos estímulos: o ar úmido, o som constante da água, a temperatura agradável, a paisagem natural e a pausa que nos afasta das preocupações.
Você não vê os íons, não sente seu cheiro e talvez nem perceba quando tudo começa. Apenas nota que, diante da cachoeira, sua respiração muda, os pensamentos se aquietam e o corpo se permite descansar.
A cachoeira não promete curar a tristeza, mas nos recorda de algo essencial: quando nos aproximamos da natureza, também encontramos um caminho de volta para nós mesmos.
Jayme Siqueira
30 anos atuando
Massagista – Terapeuta – Naturopata
Pesquisador de práticas manuais
Prof. Palestrante
Consultor de (PICS – Práticas Integrativas e Complementares em Saúde)
WhatsApp 21 99184 1909
@jaymesiqueira_terapeuta
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Mato Cura https://youtu.be/IefuduCqyo4?si=yO4WpOyROCJAKcNu
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