Morando na estrada, a bordo da nossa casinha sobre rodas, houve um tempo em que procurávamos, com mais afinco, coisas curiosas, bizarras, estranhas, por onde passávamos. Eu conversava, gravava algumas cenas e histórias contadas pelos locais e enviava para um grande canal no Youtube. As pessoas gostavam de ver os vídeos com as bizarrices do nosso caminho. Hoje não correspondemos mais para o tal canal, mas as curiosidades continuam nos aparecendo por aí. Acho que em todo o lugar, se a gente olhar com atenção, acharemos coisas interessantes para registrar. É o que temos feito.

Encontramos muitos eventos relativos a crenças de todo tipo. Em cidades pequenas, no interior, é comum nos depararmos com filas de gente esperando algum atendimento espiritual. E como tem! Milagreiros, curandeiros, médiuns, pastores que atraem para milagres, curas, e tudo aquilo que as pessoas precisam e a fé garante. No Ceará fomos conhecer um menino de 9 anos que atrai muita gente à sua casa, no meio rural, para receber a sua “reza”. É assim que todos chamam por lá. As pessoas vão até ele para serem “rezadas”. Há atendimento individual só para conhecidos e amigos e uma reza coletiva que o menino milagreiro faz sentado no muro em frente a sua casa, onde reúne uma multidão. Presenciamos até ônibus e vans de excursão por lá. Claro que fomos “rezados” por ele também. A confusão foi tanta naquele local que as rezas foram suspensas pelo conselho tutelar visto que atividade parece que estava interferindo no desenvolvimento saudável da criança. A população não gostou muito, já que eram correntes as histórias dos milagres atribuídos ao menino da reza. Em Goiás, soubemos de uma história instigante sobre um grande incêndio na igreja matriz de Pirenópolis, que nunca foi devidamente esclarecido. E lá fomos nós conversar com os moradores do local e ouvimos histórias eram estranhas mesmo. Do nada, a igreja matriz, no centro da cidade, foi destruída pelo fogo. Contavam que o incêndio fora provocado por ladrões que levaram ouro e prata que havia muito naquele altar. Oficialmente a causa do incêndio foi atribuída à fiação elétrica, muito antiga, que gerou curto-circuito. Normal até aqui a história, não fosse o que nos foi contado por uma moradora vizinha da igreja. Disse ela que um homem que trabalhava na matriz, ao espalhar pela cidade que o incêndio havia sido provocado e a igreja roubada na ocasião, esse senhor, numa noite qualquer, foi sumariamente executado a tiros, por gente de fora da cidade. E tudo ficou assim, versão oficial para consumo externo e a história dos moradores, conhecida por todo mundo, que passou a fazer parte do folclore local. Eu adoro esses eventos, vou perguntando pelo caminho se há histórias bizarras por ali e sempre encontro. No interior do Maranhão, ficamos sabendo de histórias de lobisomem, em uma pequena cidade. Conversamos com pessoas que viram a tal criatura estranha e até fizeram tocaia para pegar o bicho assassino, que estava dizimando os galinheiros por lá. Naquele lugar, assuntando aqui e ali, até entramos ao vivo em um programa de televisão, já que o assunto do lobisomem já tinha sido motivo de reportagem e um casal de Motorhome procurando pela história do lobisomem, acabou sendo pauta da TV também. E lá estávamos nós sendo entrevistados ao vivo, no programa do meio-dia. Bizarro! E muitas bizarrices vivenciamos, andando pelas estradas.

O interesse despertado por essas curiosidades na nossa atividade correspondente no tal canal, permanece em nós. Se ficamos sabendo de histórias estranhas, diferentes, vamos atrás e tem sido muito divertidas essas descobertas. Atualmente nossos registros estão sendo postados no nosso canal no Youtube – TrilhandoVida- Lá vocês, caros leitores, encontrarão detalhes dessas e de outras histórias que encontramos por aí. Convido a todos a se inscreverem no canal #Trilhando_Vida no Instagram e no @Trilhando Vida no Youtube. Como é mesmo que isso funciona? Visualizem os vídeos e deixem comentários. Se gostarem, compartilhem com os amigos. Se não gostarem, compartilhem com os desafetos, só de sacanagem! E até a próxima bizarrice, é o que não falta pelo caminho!














